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Espaço-Poesia

 

Yolanda

Que o eco de ti
se junte e se
e  x  p  a  n  d  a
E, poro por poro,
penetre na pedra
levado no sopro
da brisa mais branda

Ressoe no grilo
Cochicho canoro
Ecoe, escoe
na água que anda

Murmúrio de paz
Sussurro que abranda
E o mundo, em silêncio,
Respire: YOLANDA! 

 

Márcio Fragoso

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Revista Paradigmas

Filosofia, Realidade & Arte

Ano XIII - n. 40

ISSN 1980 - 4342

Maio/Junho – 2013

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Espaço-Poesia 35
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Espaço-Poesia

Desemprego

 Desemprego
Mãos vazias
Filhos com fome
Incerteza na boca dos homens
Desemprego
Agonia
Lojas vazias
Filas imensas
Mãos em romaria
Desemprego
Nó no futuro
Globalização fora de rumo
Invisível e intransponível muro
Desemprego
No sono
Na fila
No coração do homem trabalhador
Só desassossego
Desemprego
Bicho-papão
Se nada for feito
Viraremos refeição

Peilton Sena

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