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Observador

Macroeconômico

 

Temporal e Espiritual

Valter Pereira Appas

O pontificado de João Paulo II ficará marcado pela dualidade entre o conservadorismo moral e espiritual em confronto com posições temporais que mudaram os rumos da humanidade. O mesmo pontífice que condenava o aborto, a eutanásia e o uso do preservativo para evitar a aids, ajudou decisivamente no desmoronamento do socialismo e no fim da opressão na ex-URSS. João Paulo II é, com certeza, o principal protagonista do fim da Guerra Fria e da expansão das liberdades democráticas que se disseminou elo mundo após a queda do muro de Berlim. É importante registrar sua postura ecumênica na relação com o islamismo e outras religiões. Sua interferência em favor da autonomia palestina e de várias causas humanitárias levou sua influência para muito além das fronteiras do cristianismo, obtendo admiração e respeito entre os mais diferentes povos e nações.

Suas viagens pelos mais diversos países do mundo serviram não só para difundir o evangelho, levaram antes de tudo uma mensagem de esperança e solidariedade a um mundo marcado cada vez mais pelo preconceito e a intolerância entre os povos. O Papa Peregrino, como ficou conhecido, levou a cada um dos habitantes do planeta o despertar para um futuro mais promissor, onde cada povo terá o direito à autonomia de conduzir o seu próprio destino. Quanto ao conservadorismo moral, talvez possamos analisar como um excesso de zelo diante da derrocada de valores que marcou os últimos anos no mundo. Infelizmente o individualismo, a luxúria e a falta de respeito com a vida são uma característica das gerações que nasceram no pós-guerra. A mensagem de João Paulo II talvez se torne mais forte após a sua morte, permitindo uma reflexão maior sobre nosso padrão de vida e suas conseqüências para o futuro da humanidade. Seja como for, o mundo só tem a agradecer a Carol Woytila por tudo o que ele fez.

 

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O presente artigo trata de uma releitura do texto exposto na primeira parte do Capítulo 2 – A descoberta do homem interior – do Volume 2 – O Querer (A vontade) – da obra A Vida do Espírito de Hannah Arendt. Depois do Pensar, é o Querer que é solicitado, para confiar o segredo antropológico da aberração que, certo destino histórico da modernidade, demonstrou através de uma nova crítica do juízo. Desta vez, Arendt vai em busca de uma genealogia das teorias da vontade - da proairesis antiga até Nietzsche e Heidegger, passando pelo pensamento medieval.

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