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Coluna do Leitor

A educação no mundo pós-moderno

 

Pensando na dialética hegeliana, apresentamos como tese o antigo, como antítese à realidade mais nova e como síntese o moderno, assim sendo uma das características da Modernidade é tirar a antítese da realidade, porém uma perspectiva caótica apresenta uma síntese restrita que não questiona as bases do movimento, a sua origem.

A modernidade trouxe a robotização da estrutura produtiva, e no final do século XVIII os fatos históricos contribuíram às transformações ocorridas nas diversas fases do capitalismo. No entanto, estas ações e mudanças externas à América Latina geraram o advento da modernidade. Assim, se o mundo hoje é pós-moderno e aqueles, como nós brasileiros, que nem chegaram ao moderno?

A estes países cabe a submissão, visto as diretrizes que permeiam a educação, devendo “ser a escola transmissora de uma cultura homogênea”, o que na realidade, retrata a negação das diferenças culturais, da individualidade, é a igualação que tem como pano de fundo a ideologia dominante.

Constantemente, os discursos da globalização transmitem a educação imposta pelo caráter pretensamente universal, no entanto, as dimensões discursiva e pragmática da universalidade nesta situação, apontam o mito totalitário subtraído à vista de outrem, pois o saber e a cultura que foram ao longo dos anos determinados pela classe dirigente, hoje, assumem a relação sujeito-objeto do preceito kantiano a impossibilitar a visão do todo, do real.

A nossa escola moderna fortalece a dependência econômica que reprime um sistema de educação legítimo de emancipação e autonomia, pois como defende Saviani, o Brasil não possui um sistema de educação com princípios, fins e objetivos em nível nacional e com a efetiva gestão democrática em seu mais amplo estado.

Dessa maneira, cabe ao professor politizado discernir os interesses privatistas que norteiam o ensino em dissonância com a qualidade educacional impreterível a res publica. É devido ao educador reputar a concepção de homem como um ser social e histórico, apto a se perceber como sujeito dessa história e capaz de realizar as inferências necessárias. Portanto a práxis, referida as situações que lhe conferem sentido e condicionam a sua expressão, ressalta no processo de inserção social dos educandos no mundo pós-moderno.

LEONORA PILON QUINTAS

 

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Teste seus conhecimentos

1. Paulo Freire e Sartre preocupam-se, sobretudo:
a    Com as idéias formais que dão sentido ao mundo;
b    Com a formalidade do discurso que embasa a sociedade;

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 A significação do Baobá na cultura africana e suas transmutações ideológicas pós-contato europeu.

Vanderleia Barbosa da Costa

Graduanda em Gestão de Turismo

 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo- Campus Cubatão

O Baobá é uma árvore originária das estepes africanas e regiões semiáridas de Madagascar, seu nome científico é Adansonia digitata; pode atingir até 30 metros de altura por 7 metros de circunferência. É resistente, sobrevivendo por longos períodos de estiagem, devido à sua capacidade de armazenar água, cerca de 120 000 litros e atinge até seis mil anos de idade. Pela magnitude e força, o Baobá é para muitas etnias africanas a árvore da vida.

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Nietzsche:  transmutação do espírito, lidar com a história  

 

Tiago Pinto dos Santos

Estudante do 6º semestre de Filosofia - UNISANTOS

 

Nietzsche destaca-se na história do pensamento por ser um homem que grita sozinho e destoa no meio de uma multidão que canta em uníssono. Sua voz é estrondosa e provoca rupturas nas paredes que a cercam – as paredes da tradição. É o melhor dos mundos possíveis este no qual habitamos? É o movimento da história bom e perfeito como um deus, diante do qual nós deveríamos

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Entrevista

Alexandre Rojas de Lima sobre a Psicoestratégia

Colaboração

Luiz Meirelles

1- A Psicologia, até o seculo XIX, era uma disciplina da Filosofia. No século XX, ganhou corpo próprio e até um certo afastamento. Atualmente, é notório entre os profissionais da Psicologia a busca da fundamentação filosófica. Em sua prática profissional você considera as várias correntes filosóficas ou se alia a alguma específica?

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O mistério do mal

Wellington Lima Amorim
Doutor em Ciências humanas - UFSC
Mateus Ramos Cardoso
Pós-Graduado em  Filosofia - Univ. Cândido Mendes- RJ


O Mal sempre nos causa medo e espanto e nos repele de nossa própria realidade, seja ela entendida como o mundo no qual nos encontramos ou mesmo a realidade pessoal. Mas e quando somos nós que o realizamos? Será que somos capazes de descrever o Mal explicitando-o com nossas próprias palavras ou ações? O que tem o Mal a ver com Deus? O que tem o Mal a ver conosco?

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