A subjetividade moderna em Shakespeare
segundo a estética de Hegel
Larissa de Moraes Gois
Graduanda em Filosofia (USP)
Shakespeare é, para Hegel (assim como para outros filósofos da época, como Goethe, Kant, Herder e Schiller), a marca da arte que passa a ser moderna, o momento de transição entre uma época esgotada e a nova que se estabelece. Na estética hegeliana, Shakespeare é o principal exemplo de expressão da modernidade. As especificidades que o tornam moderno, porém, se esclarecem à medida que as oposições com outra época são evidenciadas. Este artigo se propõe a analisar como, na perspectiva hegeliana, a obra de Shakespeare constitui um marco da modernidade artística. Por meio da comparação com a tragédia grega e da análise de personagens como Macbeth e Hamlet, busca-se compreender como a subjetividade, a liberdade e a complexidade interior se tornam os novos eixos de ...
