Espaço-Poesia

 

AS MEDIOCRIDADES

As mediocridades revestidas de importância,

que importância têm?

Se o tempo passa,

as pessoas morrem,

e os ossos alimentam a terra?

Mil monumentos,

pirâmides.

Megatérios rondam a civilização.

Todas as inutilidades desejadas.

A troca do ainda usável,

pelo novo a ser trocado.

O ar que se rarefaz

e o carbono que se faz diário.

Até respirar se faz difícil.

E mesmo o sol,

grátis até ontem,

vale pela cor que traz.

Civilização.

Cada vez menos civil.

E, não bastasse,

cada vez menos sã.

 

Teotonio Simões

Sem Bandeiras