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Coluna do Leitor
Uma leitura da crítica de Newton Duarte ao Relatório
para a UNESCO da comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI e
aos PCNs
Na análise do autor, o sistema
aponta a educação como esfera responsável pelo desenvolvimento da
capacidade produtiva e pela competitividade da economia nacional,
responsabilizando-a pelo que ela, sozinha, não é responsável.
Nesse contexto, os pressupostos pedagógicos não
representam uma preocupação com o desenvolvimento e a aprendizagem dos
educandos, mas exprimem a garantia de sobrevivência do capital e taxas de
lucro, por meio de um ideário que oculta a despolitização dos indivíduos.
Também se apresenta no texto uma
proposta educacional que hoje se propõe a formar cidadãos críticos,
tomando-se por base a realidade social bem demarcada. Menciona as
desigualdades sociais produzidas por esta sociedade. No entanto o faz
evitando situações que coloquem em dúvida os valores que esta sociedade
materializa. Assim, aponta para uma situação de conivência e não de
consciência social.
Nesta sociedade, o indivíduo é
preparado para “aprender a aprender”. Dessa maneira, deve estar sempre apto
a adaptar-se às constantes mudanças geradas pelo sistema econômico global,
que reduz o sucesso do indivíduo apenas à sua própria capacidade.
O “aprender a aprender” é
delineado por um construtivismo eclético limitado a equilibrar as
diferentes concepções pedagógicas que norteiam a educação no Brasil.
Sob esse ponto de vista, formar um indivíduo crítico de
forma que possa analisar para poder transformar a realidade que o cerca é
utópico. Afinal, este indivíduo tem a preocupação, primeira, de se manter
estável no mundo do trabalho o lhe consome muito a maior parte de seu
tempo. Além disso, o homem também não vê a necessidade de transformar, pois
a realidade preserva as aparências que são constantemente adaptáveis à
nossa sociedade.
Assim sendo, a educação é
fragmentada por não permitir a visão do todo. Ao aluno não lhe é permitido
fazer a real leitura do mundo em está inserido.
Leonora Pilon Quintas
Pedagogia – Fac. Integração
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Espaço-Poesia
Falido transatlântico
Eu não sou eu
eu sou você
eu sou todos nós
hoje eu mais nada faço
eu somente falo
pela tua voz
hoje durante um segundo
eu fiquei a sós
s.o.s. com o mundo
hoje
eu encontrei no fundo
do poço
o meu rosto
e agora eu posso saber que
milhões, milhões, milhões,
milhões
milhões, milhões, milhões,
milhões, milhões, milhões
somos na verdade
milhões de transatlânticos
falidos
milhões de transatlânticos
falidos
em pleno, em pleno mar
da tranqüilidade...
Marcus Vinícius
Álbum: Zé Ramalho – “Eu sou todos nós
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Teste seus conhecimentos
01. Ao
estabelecer sua ontologia, Heidegger criticou a “filosofia tradicional”.
Entretanto, para concluir que uma das perguntas filosóficas fundamentais
diz respeito ao modo-de-ser-no-mundo do
homem, valeu-se, indubitavelmente, do pensamento de: a)Descartes;
b) Kant; c) Rousseau; d)
Husserl.
02.
“O homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo, e só depois se
define.” Essa frase expressa bem um dos pontos fundamentais do pensamento de Sartre, qual seja: a) A essência precede a
existência; b) A existência precede a essência; c) A essência funda a existência; d) Existência e essência são o mesmo.
03. Uma
das questões polêmicas tratadas por Kant foi acerca da divisão do espaço.
Para ele: a) A divisibilidade ao
infinito do espaço implica na mesma divisibilidade dos corpos; b) é impossível conciliar a
metafísica e a geometria; c) A
divisibilidade do espaço não implica na divisibilidade das substâncias
simples; d) Tanto o espaço como as substâncias são indivisíveis.
04. Na
antiguidade Clássica, uma das preocupações a respeito da ótica dizia
respeito à forma de projeção da imagem para os olhos. Podemos citar, dentre
as três principais correntes daquela época: a) Visionária; b)
Missionária; c)
Extramissionista; d)
fantasmagonista.
Respostas: paradigmas@terra.com.br
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