Paradigmas

Página 3

Coluna do Leitor

Uma leitura da crítica de Newton Duarte ao Relatório para a UNESCO da comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI e aos PCNs

Na análise do autor, o sistema aponta a educação como esfera responsável pelo desenvolvimento da capacidade produtiva e pela competitividade da economia nacional, responsabilizando-a pelo que ela, sozinha, não é responsável.

Nesse contexto, os pressupostos pedagógicos não representam uma preocupação com o desenvolvimento e a aprendizagem dos educandos, mas exprimem a garantia de sobrevivência do capital e taxas de lucro, por meio de um ideário que oculta a despolitização dos indivíduos.

Também se apresenta no texto uma proposta educacional que hoje se propõe a formar cidadãos críticos, tomando-se por base a realidade social bem demarcada. Menciona as desigualdades sociais produzidas por esta sociedade. No entanto o faz evitando situações que coloquem em dúvida os valores que esta sociedade materializa. Assim, aponta para uma situação de conivência e não de consciência social.

Nesta sociedade, o indivíduo é preparado para “aprender a aprender”. Dessa maneira, deve estar sempre apto a adaptar-se às constantes mudanças geradas pelo sistema econômico global, que reduz o sucesso do indivíduo apenas à sua própria capacidade.

O “aprender a aprender” é delineado por um construtivismo eclético limitado a equilibrar as diferentes concepções pedagógicas que norteiam a educação no Brasil.

Sob esse ponto de vista, formar um indivíduo crítico de forma que possa analisar para poder transformar a realidade que o cerca é utópico. Afinal, este indivíduo tem a preocupação, primeira, de se manter estável no mundo do trabalho o lhe consome muito a maior parte de seu tempo. Além disso, o homem também não vê a necessidade de transformar, pois a realidade preserva as aparências que são constantemente adaptáveis à nossa sociedade.

Assim sendo, a educação é fragmentada por não permitir a visão do todo. Ao aluno não lhe é permitido fazer a real leitura do mundo em está inserido.

Leonora Pilon Quintas

Pedagogia – Fac. Integração

Espaço-Poesia

Falido transatlântico

Eu não sou eu

eu sou você

eu sou todos nós

hoje eu mais nada faço

eu somente falo

pela tua voz

hoje durante um segundo

eu fiquei a sós

s.o.s. com o mundo

hoje eu encontrei no fundo

do poço

o meu rosto

e agora eu posso saber que

milhões, milhões, milhões,

milhões

milhões, milhões, milhões,

milhões, milhões, milhões

somos na verdade

milhões de transatlânticos

falidos

milhões de transatlânticos

falidos

em pleno, em pleno mar

da tranqüilidade...

 

Marcus Vinícius

Álbum: Zé Ramalho – “Eu sou todos nós

Teste seus conhecimentos

01. Ao estabelecer sua ontologia, Heidegger criticou a “filosofia tradicional”. Entretanto, para concluir que uma das perguntas filosóficas fundamentais diz respeito ao modo-de-ser-no-mundo do homem, valeu-se, indubitavelmente, do pensamento de:  a)Descartes; b) Kant; c) Rousseau; d) Husserl.

02. “O homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo, e só depois se define.” Essa frase expressa bem um dos pontos fundamentais do  pensamento de Sartre, qual seja: a) A essência precede a existência;  b) A existência precede a essência; c) A essência funda a existência; d) Existência e essência são o mesmo.

03. Uma das questões polêmicas tratadas por Kant foi acerca da divisão do espaço. Para ele: a) A divisibilidade ao infinito do espaço implica na mesma divisibilidade dos corpos; b) é impossível conciliar a metafísica e a geometria; c) A divisibilidade do espaço não implica na divisibilidade das substâncias simples;  d) Tanto o espaço como as substâncias são indivisíveis.

04. Na antiguidade Clássica, uma das preocupações a respeito da ótica dizia respeito à forma de projeção da imagem para os olhos. Podemos citar, dentre as três principais correntes daquela época: a) Visionária; b) Missionária; c) Extramissionista; d) fantasmagonista.                    

 

Respostas: paradigmas@terra.com.br

 

 

Home           Capa