Filosofia com Pipoca

Filosofar pra quê?

Edson Pipoca

blogdopipoca.wordpress.com

 

 As pessoas dizem: “Filosofia é muito chata!” E é mesmo! Daqui imagino 10 coisas legais que poderíamos fazer em lugar de Filosofar. Ficar no facebook postando filosofia de beira de estrada; arrumar uma gata e... bem ... e ter filhos... e pagar pensão, e... ficar filosofando sobre e se eu tivesse usado camisinha? Bem, talvez não sejam 10, mas o troço é de pirar o cabeção mesmo. 

 

Tive uma professora que sempre levava comidinhas e docinhos para a aula de Filosofia, a gente comia e... não é que a aula passava como um raio! Comíamos muito, aliás. Se bem que um colega de turma morreu de ataque do coração, dizem que coisa de obesidade. Agora fiquei sabendo que outro desenvolveu diabet... Hum! Pensemos como Hume: as coisas necessariamente não têm relação nessa vida. 

O que importa é que Filosofia não se encaixa muito bem no conceito de entretenimento. E numa Sociedade do Entretenimento isso não é bom para os negócios. Vejamos o que aconteceu com o filme Prometheus, uma espécie de “A origem do Alien”. O autor colocou uma conversa meio existencialista no roteiro e as pessoas estão torcendo o nariz para o filme. 

Inclusive, fui ao cinema ver o dito cujo com uma “amiga” e dois professores. Aí, quando começou aquela falação existencialista, minha “amiga” protestou que era um erro tremendo dos produtores fazerem os personagens falarem em dialeto alienígena sem traduzi-lo. Olhei para um lado, lá estava o professor Jessé - que acabara de defender tese de mestrado elegendo Ed Mort como nosso Virgílio – e, do outro, a professora Patrícia (o nome não remete muito a alguém que tem o nariz metido em livros, enfim!), em um descanso da labuta de seu doutoramento, alguma coisa com o título “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come – Um estudo sobre a condição do homem heterossexual que se esqueça da parada gay e não consegue explicar à mulher por onde andou naquele dia”, eles de cabelo em pé. Puta saia justa. Sabe o que eu fiz? Enfiei um punhado de pipocas na boca da minha “amiga” e emendei: - Ela é uma sátira, e das boas! Perdi a noitada, mas salvei a minha reputação. Santa pipoca, Batman! Filosofaria o Robin. 

 

 

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