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Observador

Macroeconômico

A Janela está aberta

(*) Valter Pereira Appas

 

O enfraquecimento do dólar no mercado internacional em razão dos déficits gêmeos nos Estados Unidos abre uma janela de oportunidade única para o Brasil. Como nossas contas externas estão superavitárias em patamares acima de US$ 10 bilhões, é hora de recompor reservas e diminuir o nosso endividamento externo, dois calcanhares de Aquiles que debilitaram o país nos últimos 30 anos. Com reservas mais robustas e uma dívida externa menor em relação ao PIB, teremos muito mais margem de manobra para consolidarmos políticas estruturantes que permitirão um crescimento sustentável de longo prazo, condição “sine qua non” para a verdadeira inclusão social daqueles brasileiros que ainda vivem à margem do desenvolvimento.

O Branco Central tem intervindo no mercado de câmbio nas últimas semanas numa tentativa, até agora infrutífera, de frear a apreciação do real em relação à moeda americana. Essa ação, porém, tem apenas o objetivo imediatista, mas não menos louvável, de assegurar a competitividade de nossas exportações. Entretanto, o momento exige mais audácia e visão de longo prazo, há liquidez no mercado para intervenções mais ousadas, com o objetivo firme de recomposição das reservas, que em última análise, reforçarão no futuro a posição brasileira no instável mercado financeiro internacional. A China deve em muito a sua performance econômica à robustez de suas reservas, que ultrapassam atualmente os US$ 400 bilhões. Durante décadas a fragilidade externa das contas brasileiras foi um entrave ao nosso crescimento, a conjuntura atual é uma rara oportunidade de eliminarmos esse obstáculo, mas para isso é preciso uma ação decisiva da autoridade monetária e não apenas ações tímidas e sem objetivos claros, como têm sido adotadas. Será imperdoável, ainda mais a um governo que se intitula de esquerda, perder a chance de fortalecer a posição do Brasil diante da banca internacional.

(*) Valter Pereira Appas, autor desta coluna, é historiador, especializado em História Econômica do Brasil, professor de Geopolítica e Economia

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Nicolai Hartmann. A metafísica do conhecimento

Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia PUCSP

Bel. em Direito Unisantos

Lic em Filosofia Unisantos

Lic em Letras Unisantos

Nicolai Hartmann nasceu em Riga, na Letônia, em 1882, e morreu em Gottingen, na Alemanha, em 1950.

Seus estudos começaram em Marburgo, onde chegou ao doutoramento e a partir de 1922 foi contratado como docente da universidade de mesmo nome. Em 1925, deixou aquela universidade, sucedido por Heidegger, e foi lecionar em Colonia, onde ficou até 1931, quando se mudou para Berlim, também convidado a lecionar na universidade. Somente em 1945 retirou-se de Berlim para Gottingen, onde permaneceu até sua morte, em 1950.

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Charles S. Peirce:
A lógica da investigação e sua semiótica

Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia - PUCSP


Charles Sanders Peirce nasceu em Cambridge, no dia 10 de setembro de 1839 e faleceu em Milford, no dia 19 de abril de 1914. Filho de Benjamin Peirce, renomado matemático de Harvard, Peirce se dedicou inicialmente aos estudos da Química, tendo mesmo alcançado o doutoramento também em Harvard. Extremamente ligado às ciências, Peirce foi um dos primeiros pensadores a se preocupar com a linguagem científica. Não estudou apenas Filosofia, mas, também, química, física, astronomia, linguística filologia, história e psicologia.

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Totalidade e ética: questões para se pensar a vida e o encontro humano

Sandro Cozza Sayão

Doutor em Filosofia – PUCRS; Mestre em Filosofia – PUCRS

Mestre em Educação Ambiental – FURG; Professor Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco; Professor do Programa de Pós Graduação Mestrado/UFPE; Membro da Comissão de Direitos Humanos Dom Helder Câmara; Membro do Núcleo de Ciência e Cultura de Paz da UFPE

 

Não há dúvida que nosso tempo é singular e porque não dizer frágil. A esperança de um mundo mais digno e ético e a idealização de uma sociedade mais justa baseada no progresso científico, econômico e tecnológico, não mais se sustentam e isso nos leva a um interim,

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AS CONCEPÇÕES EDUCACIONAIS EM VYGOTSKY E FOUCAULT

PAULO DIAS GOMES

Filósofo, Teológo, Doutor em Ciências da Religião e Especialista em Docência do Ensino Superior e em Educação à Distância.

Professor titular da Cadeira de Fenomenologia e Existencialismo, Lógica e Metafísica da Faculdade Phênix de Ciências Humanas e Sociais do Brasil

 

Lev Semionovitch Vygotsky Nasceu em 17 de Novembro de 1896 na cidade Orsha – Moscou. Pensador importante, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais (e condições de vida).

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 A significação do Baobá na cultura africana e suas transmutações ideológicas pós-contato europeu.

Vanderleia Barbosa da Costa

Graduanda em Gestão de Turismo

 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo- Campus Cubatão

O Baobá é uma árvore originária das estepes africanas e regiões semiáridas de Madagascar, seu nome científico é Adansonia digitata; pode atingir até 30 metros de altura por 7 metros de circunferência. É resistente, sobrevivendo por longos períodos de estiagem, devido à sua capacidade de armazenar água, cerca de 120 000 litros e atinge até seis mil anos de idade. Pela magnitude e força, o Baobá é para muitas etnias africanas a árvore da vida.

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