AddThis Social Bookmark Button

Coluna do Leitor

Ética e Estética: que relação?

Pensando acerca da Estética e da Ética, preliminarmente,  é imperioso que se faça a distinção entre beleza e bondade. Não se pode confundir essas duas categorias, pois a primeira diz respeito à Estética, enquanto a segunda refere-se à Ética. Considerando, ainda, que os “argumentos convencem e os exemplos arrastam”, para corroborar a distinção supracitada veja-se o seguinte: uma faca é bela enquanto existe e pode ser, pois, apreciada, mas se é boa ou má, isso vai depender do uso que se fará dela. Fica claro, assim, que a beleza está afeta à existência da coisa, ao passo que a bondade, ao fim que lhe é dado.

Tendo em mente a noção de que “belo” é tudo aquilo que tem possibilidade de agradar a alguém, não custa concluir que tudo é belo, porquanto sempre apresentará a possibilidade de se conformar a alguém. Por outro lado, infere-se, também que nem tudo que é belo é bom e nem tudo que é feio  é ruim, vez que as noções de Bem e de Belo não se condicionam: uma não é causa da outra ou vice-versa. Elas co-existem simultaneamente. Dessa forma, dizer, por exemplo, que a “comodidade de uma casa é sua verdadeira beleza” é inócuo, porque uma casa sem comodidade, por mais precária que seja, não será casa. A comodidade é o próprio fim de uma casa. E a beleza de uma casa é ser casa.

Destarte, estabelecida a distinção e não necessariamente a separação, podemos então concluir que a união entre os dois conceitos – Beleza e Bondade, condicionando-os ao fim da coisa é evidentemente um lamentável equívoco pelo qual se enveredam muitas pessoas em nossa sociedade. Também não nos é permitido abstermo-nos, aqui, de abordarmos a questão do fim de uma coisa, haja vista que é realçado constantemente na vida em sociedade. O fim é uma das causas extrínsecas da coisa, como já ensinou Aristóteles, e portanto tudo que existe tem um fim, cabendo ao homem, em determinados casos, fazer o bom ou mau uso da coisa sem que, com isso, ela deixe ou não de ser bela. E na subjetividade da relação do homem com o mundo encontramos a Ética, que podemos entender como os princípios que devem ser seguidos para que sejam alcançados os melhores fins de cada ente.

Júlio Rozo

Home      Capa

  • leiamais
AddThis Social Bookmark Button

 A significação do Baobá na cultura africana e suas transmutações ideológicas pós-contato europeu.

Vanderleia Barbosa da Costa

Graduanda em Gestão de Turismo

 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo- Campus Cubatão

O Baobá é uma árvore originária das estepes africanas e regiões semiáridas de Madagascar, seu nome científico é Adansonia digitata; pode atingir até 30 metros de altura por 7 metros de circunferência. É resistente, sobrevivendo por longos períodos de estiagem, devido à sua capacidade de armazenar água, cerca de 120 000 litros e atinge até seis mil anos de idade. Pela magnitude e força, o Baobá é para muitas etnias africanas a árvore da vida.

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

AS CONCEPÇÕES EDUCACIONAIS EM VYGOTSKY E FOUCAULT

PAULO DIAS GOMES

Filósofo, Teológo, Doutor em Ciências da Religião e Especialista em Docência do Ensino Superior e em Educação à Distância.

Professor titular da Cadeira de Fenomenologia e Existencialismo, Lógica e Metafísica da Faculdade Phênix de Ciências Humanas e Sociais do Brasil

 

Lev Semionovitch Vygotsky Nasceu em 17 de Novembro de 1896 na cidade Orsha – Moscou. Pensador importante, foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais (e condições de vida).

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

O realismo exemplarista:Uma breve análise da questão 46 do livro sobre oitenta e três questões diversas de Sto. Agostinho

Adriano Soler
Mestrando em Filosofia - PUCSP


O aristotelismo tenta definir a essência de uma coisa e assim, demonstrar quais características que determinada coisa deve ter de acordo com a sua natureza. Assim, surgem os aristotélicos com uma questão por demais complexa, que seria: O que é uma natureza, se ela é uma realidade superior e acima das coisas cuja natureza ela é? Ou ainda, se ela é uma construção mental que existe apenas em nosso entendimento das coisas e se assim for, em qual base ela é construída? Desta forma, se inicia o problema dos universais na filosofia medieval.

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

Ciência e pós-modernidade

AS DIFICULDADES DO SABER CIENTÍFICO NAS SOCIEDADES PÓS-MODERNAS: CONCEPÇÕES E CRÍTICAS A JEAN-FRANÇOIS LYOTARD

Artur Mazzucco Fabro

Graduando em Ciências Sociais na UFSC

Jean-François Lyotard nasceu em 1924 e é considerado um dos mais brilhantes filósofos da sua geração. O francês fazia parte do grupo “Socialismo e Barbárie”, junto com Cornelius Castoriadis, e foi um ativista da guerra de independência da Argélia (1954-1962).

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

Entrevista

Alexandre Rojas de Lima sobre a Psicoestratégia

Colaboração

Luiz Meirelles

1- A Psicologia, até o seculo XIX, era uma disciplina da Filosofia. No século XX, ganhou corpo próprio e até um certo afastamento. Atualmente, é notório entre os profissionais da Psicologia a busca da fundamentação filosófica. Em sua prática profissional você considera as várias correntes filosóficas ou se alia a alguma específica?

Leia mais...