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Observador macroeconômico

Simplificando a Escola

O sucesso econômico dos países que hoje ostentam elevados níveis de qualidade de vida é fruto de muito planejamento estratégico, clareza de objetivos e, principalmente, educação de qualidade. Aqui no Brasil, todos têm consciência que nossa educação deixa muito a desejar no que se refere à qualificação dos jovens, para que possam contribuir de forma efetiva para a transformação de nossa sociedade. Debate-se há décadas quais as melhores teorias pedagógicas que podem ser aplicadas em nosso sistema de ensino, de maneira que ele forme cidadãos completos, aptos a atuarem na construção de um país mais justo e próspero. Há uma verdadeira preocupação com o tema, porém, o cerne da questão, o conteúdo que é ensinado em nossas escolas, nunca ou quase nunca é questionado.

Desde o 2º Império, quando as primeiras escolas públicas surgiram no país, ensinam-se aos alunos matérias e temas que, ou pelo excessivo eruditismo ou por total falta de sintonia com sua realidade, não despertam nenhum prazer durante o ato da aprendizagem, muito pelo contrário. Ao faminto da periferia é ensinado Voltaire, aos despossuídos da favela impõem-se as mais complexas equações matemáticas. Temas que facilitariam o dia-a-dia, como hidráulica, eletricidade, aproveitamento integral dos alimentos, economia doméstica... nada!

A educação no Brasil precisa de um choque de simplicidade. Temos que trazer para dentro da sala de aula a luz que transforme paulatinamente o cotidiano infeliz da maioria dos nossos jovens para prepará-los de forma efetiva a serem agentes indutores do progresso social. Ao perceberem que há uma ponte real entre a escola e o seu cotidiano, aí sim, estarão prontos para absorverem todas as informações que os tornarão cidadãos completos.

Ao simplificar as grades curriculares das séries básicas, estaremos fazendo a revolução silenciosa, que permitirá às futuras gerações virem na escola não o lugar tedioso e arbitrário dos dias de hoje, mas o lugar onde se aprende a vida em sua plenitude. Os países que reformularam seus sistemas educacionais encurtaram rapidamente as distâncias sociais e aceleraram o crescimento econômico.

Fica, portanto, lançado o alerta para a urgência da mudança do debate reformista do sistema educacional, o qual deve enfocar centralmente, o conteúdo ensinado em nossas escolas, caso contrário, estaremos comprometendo irremediavelmente o futuro de toda uma geração.

 Valter Pereira Appas

 

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