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Observador Macroeconômico

O Problema central

O problema do desemprego e da violência que vem afligindo de forma crescente a sociedade brasileira e, em particular, os moradores das grandes cidades, está intimamente relacionado com a mudança estrutural sofrida pela economia nos últimos 30 anos. Desde o final dos anos 70 prioriza-se no Brasil o investimento que utiliza muito capital intensivo e pouca mão-de-obra. São setores como o do aço, da petroquímica e da celulose, que requerem bilhões de dólares em investimentos e geram pouquíssimos empregos em relação ao capital investido. Segmentos que absorvem o trabalho humano em larga escala, como o têxtil, o de confecções e, principalmente, o da construção civil, deixaram de receber atenção governamental e estagnaram ou retrocederam,  excluindo milhões de trabalhadores do mercado formal, com as conseqüências obvias: precarização do mercado de trabalho, diminuição progressiva da renda e desestruturação do tecido social. Esse quadro é infinitamente mais grave na periferia das regiões metropolitanas e o resultado mais tangível dessa equação é o aumento explosivo da violência, levando toda a sociedade a um profundo mal-estar e os governantes a uma sensação de impotência diante dos fatos.

A solução, ao contrário de grande parte do pensamento corrente, não está no agigantamento do sistema carcereiro ou no aumento da repressão policial, pois a violência no Brasil é um problema econômico. Devem–se urgentemente redirecionar todos os recursos disponíveis para alavancar mão-de-obra em larga escala, como o  saneamento básico e o habitacional. Com medidas como essa, gerar-se-iam milhões de novos empregos, solucionar-se-ia o déficit de moradias e de saneamento, e teríamos uma redução significativa da violência urbana: isso desanuviaria o ambiente social e permitiria encurtarmos o caminho para o estabelecimento de uma sociedade mais fraterna, que é o anseio de todos os brasileiros.

Valter Pereira Appas

 

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Teste seus conhecimentos

1. Segundo Plotino, podemos afirmar, quanto à alma:

a             Cada homem possui uma única alma, a qual é una e indivisível;

b             O homem possui duas almas, uma originada no Caos e outra no Cosmo;

c              O homem  possui duas almas, uma  causada  pelo   divino  outra  pelo   universo,     as    quais   se   unem definitivamente após a morte do  homem;

d             O homem possui duas almas, uma causada pelo divino  outra pelo universo, as quais se separam após a morte do homem.

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Entrevista

A grande polêmica entre Heráclito e Parmênides

Lídice Chaves

Estudante do 5º semestre de Licenciatura em Filosofia na UnimesVirtual

Luiz Mendes: Bem, boa noite. Um dos nossos entrevistados do Paradigmas  de hoje é o filósofo Heráclito, uma personalidade das mais instigantes do mundo do pensamento, que lança na próxima semana um novo Epigrama, como sempre abordando as questões relativas ao Cosmos e à alma humana. Conosco também o

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Espaço-Poesia

Canto para a minha morte

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Entrevista

Alexandre Rojas de Lima sobre a Psicoestratégia

Colaboração

Luiz Meirelles

1- A Psicologia, até o seculo XIX, era uma disciplina da Filosofia. No século XX, ganhou corpo próprio e até um certo afastamento. Atualmente, é notório entre os profissionais da Psicologia a busca da fundamentação filosófica. Em sua prática profissional você considera as várias correntes filosóficas ou se alia a alguma específica?

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Totalidade e ética: questões para se pensar a vida e o encontro humano

Sandro Cozza Sayão

Doutor em Filosofia – PUCRS; Mestre em Filosofia – PUCRS

Mestre em Educação Ambiental – FURG; Professor Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco; Professor do Programa de Pós Graduação Mestrado/UFPE; Membro da Comissão de Direitos Humanos Dom Helder Câmara; Membro do Núcleo de Ciência e Cultura de Paz da UFPE

 

Não há dúvida que nosso tempo é singular e porque não dizer frágil. A esperança de um mundo mais digno e ético e a idealização de uma sociedade mais justa baseada no progresso científico, econômico e tecnológico, não mais se sustentam e isso nos leva a um interim,

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